Testes com animais e capitalismo

A cadela Laika, primeiro ser terrestre a ir ao espaço, em 1957. Fonte: http://www.howlofadog.org/laika-the-dog-a-sacrifice-to-science-on-a-one-way-mission-to-space/

“O justo olha pela vida de seus animais.” – Provérbios, XII, 10.

Em 18 de outubro de 2013, muita gente aplaudiu a invasão do Instituto Royal, em São Roque, SP, e o resgate de cães usados em testes por aquela instituição. Não sei se os testes eram feitos dentro da lei ou não, se os manifestantes tinham ou não o direito de entrar em propriedade privada e subtrair os cães de lá… Isto é com a Justiça.

Assim como a maioria das pessoas, não sou a favor desses testes em animais, embora paire a incerteza quanto ao que fazer para substituir as cobaias: não testar nada? Testar apenas em humanos? Testar apenas em ratos, baratas e cobras? (Mas estes também não são animais? Ou são menos animais que os outros?)

Só não consigo entender o raciocínio das muitas pessoas que celebraram o fato como mais uma pancada no CAPITALISMO, como uma grande vitória do SOCIALISMO ou COMUNISMO ou ANARQUISMO etc.! Por quê? Testes com animais só são feitos no âmbito do capitalismo? Será que não há testes desse tipo na Coreia do Norte ou em Cuba? Não cabe aqui discutir qual é o melhor sistema político-econômico (capitalismo/liberalismo ou socialismo/comunismo).

Mas gostaria que alguém provasse, com documentos e elementos seguros, que as extintas União Soviética, Iugoslávia, Alemanha Oriental, Checoslováquia, além dos demais países da então chamada Cortina de Ferro ou outros que foram ou são socialistas (a China ainda é comunista, não?) jamais realizaram testes de qualquer tipo em animais. Se isso puder ser provado, então poderemos dizer que os testes com animais são próprios do capitalismo. Mas acho que não se conseguirá provar isso, e persistirão a hipocrisia e a desinformação de muita gente.

Para os que se esqueceram das aulas de história, um fato: Yuri Gagarin foi o primeiro HUMANO a ir ao espaço, mas não o primeiro SER TERRESTRE. O primeiro ser vivo da Terra a ir lá foi a cadela Laika, em 1957, a bordo do Sputnik II (o Sputnik I não foi tripulado), satélite lançado pelos soviéticos (sim, eles mesmos!). Laika não sobreviveu a mais que algumas horas de viagem; o satélite desintegrou-se ao cair na Terra, após vários meses em órbita do planeta.

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Laika antes do lançamento do Sputnik II. Fonte: http://www.cold-war-sputnik-soviet-space-dog-laika.com/SUMMARY.html

Depois dela foram ao espaço outros cães, esquilos, ratos, até que foi a vez dos chimpanzés. Só foram enviados os primeiros humanos ao espaço depois de se certificarem de que poderiam voltar vivos. O exemplo dos “vermelhos” foi seguido pelos norte-americanos, of course.

O primeiro grande prêmio da corrida espacial foi vencido por um animal, o que lhe custou a vida, como sói ocorrer a muitos pioneiros. Reflitamos sobre isso, e o sacrifício de Laika não terá sido em vão.

Santarém, PA, 20/10/2013. Editado em 8/7/2016.

Coleção Brasiliana disponível na Internet

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio do MEC e outras instituições, lançou o projeto BRASILIANA ELETRÔNICA, que consiste na digitalização e disponibilização, na Internet, de toda a Coleção Brasiliana, publicada de 1931 a 1993 pela Companhia Editora Nacional, de São Paulo, SP.

O processo de digitalização já foi concluído, estando disponível para leitura em linha/online todo o acervo da Coleção Brasiliana, que abrange 415 títulos (em 439 volumes, muitos dos quais tiveram várias edições), 158.204 páginas de 275 autores nacionais e estrangeiros, sobre vários assuntos (história, geografia, antropologia, folclore, sociologia, biografia, narrativas de viagem etc.), abrangendo todo o Brasil.

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“O Brasil” de Manoel Bonfim é o volume 47 da Brasiliana.

Dentre as obras que podem ser lidas no portal do projeto, estão Os Africanos no Brasil, de Raimundo Nina Rodrigues (volume 9); À Margem da História do Brasil, de Vicente Licínio Cardoso (volume 13); O Selvagem, de Couto de Magalhães (volume 52); Na Planície Amazônica, de Raimundo de Morais, volume 63; Estudos Históricos e Políticos, de João Pandiá Calógeras (volume 74); O Vale do Amazonas, de Tavares Bastos (volume 106); O Precursor do Abolicionismo no Brasil: Luís Gama, de Sud Mennucci (volume 119); O Domínio Colonial Holandês no Brasil, de Hermann Watjen (volume 123); Viagem pelo Amazonas e Rio Negro, de Alfred Russell Wallace (volume 156); Viagem ao Tapajós, de Henri Coudreau (volume 208).

Além dos textos completos, o sítio apresenta ainda listas dos autores, tradutores, prefaciadores, organizadores e colaboradores de cada volume original.

A BRASILIANA ELETRÔNICA está disponível no sítio http://www.brasiliana.com.br.

Santarém, PA, 10/8/2011. Editado em 15/4/2016.

Biblioteca Digital Paulo Freire

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Paulo Freire (Fonte: Wikipedia).

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou o projeto Biblioteca Digital Paulo Freire, tornando acessível na Internet a obra e fortuna crítica do educador pernambucano Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997).

Já estão disponíveis em PDF, para baixar gratuitamente, alguns livros do autor e dezenas de artigos, resenhas e livros sobre ele e sua obra. Entre as obras de Paulo Freire disponíveis, estão Pedagogia da Indignação e A Importância do Ato de Ler.

Sobre a vida e obra de Paulo Freire, estão disponíveis os livros Boniteza de um Sonho, de Moacyr Gadotti; Paulo Freire para Educadores, de Vera Barreto; Fontes do Pensamento de Paulo Freire, de Paulo Rosas, entre outros, além de muitos artigos.

A “Biblioteca Digital Paulo Freire” está disponível no sítio http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/.

Santarém, PA, 9/8/2011. Editado em 14/4/2016.

Capes na Rio +20: livro disponível em PDF

Capes_Rio+20_Contribuicao_capa_2Está disponível para download gratuito, em formato PDF, o livro Contribuição da Pós-Graduação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável: Capes na Rio +20, lançado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) durante a Conferência Mundial da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio +20, ocorrida de 13 a 22 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro.

A Capes foi convidada pela organização da conferência para elaborar uma síntese do avanço do conhecimento, pesquisa e formação de recursos humanos desenvolvidos nos programas do Sistema Nacional de Pós-Graduação. O livro, publicado em português e inglês e distribuído durante a Conferência, é baseado nos textos que constam no Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020, também editado pela Capes e Ministério da Educação (MEC).

O livro pode ser baixado/descarregado aqui (página da UFGD) ou lido online no Issuu.

Santarém, PA, 22/8/2012. Editado em 26/2/2016.