Não sei nada, nada sei

nao-sei-nada

Dupla negação? Sim!

A estrutura do português é assim, e não há nada de errado nisso. O mais curioso é que todos os falantes de português falam e escrevem dessa forma (com dupla negação), instintivamente, mas alguns não se conformam com essa estrutura gramatical e acham que está errada. Conheci gente que queria ensinar outras pessoas a não usar duas formas negativas! 😂🤣😂

Mas… Quando o termo (pronome) negativo vem antes do verbo, não há negação dupla. Compare:

Nada vi – Não vi nada; Ninguém veio – Não veio ninguém; Só sei que nada sei – Só sei que não sei nada; Eles nada querem – Eles não querem nada etc.

O mais absurdo de tudo isso é que alguém precise vir a público explicar a usar corretamente algo que ninguém usa errado…

Santarém, PA, 27/2/2020. Leia e curta também no Blogspot.

Gramática básica

Certas dúvidas sobre a gramática do português são tão ingênuas e insólitas que causam perplexidade e mostram a falência de nosso sistema de ensino – ou, na visão de Darcy Ribeiro, a eficácia na aplicação desse “programa” por parte de nossa elite façanhuda.

Chega-se a pensar que se trata de estrangeiros a aprender português… mas são falantes nativos que passaram pela escola e têm educação básica completa. 😦

Santarém, PA, 11/6/2018. Leia e curta também no Blogspot.

IMPEÇA, não IMPESSA

impedirEm português, o tempo presente do subjuntivo é formado a partir da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo. Isto vale para quase todos os verbos, mesmo irregulares (com exceção dos verbos que não possuem aquela forma verbal).

O verbo IMPEDIR é irregular: temos aí um /s/ representado por Ç. Sua forma na 1ª pessoa do presente do indicativo é IMPEÇO, por isso todas as formas do presente do subjuntivo de IMPEDIR também são grafadas com Ç, pois são derivadas daquela:

Impeça, impeças, impeça, impeçamos, impeçais, impeçam.

Talvez a Abril tenha dispensado o revisor por engano, numa leva de demitidos; sugiro recontratá-lo.

Santarém, PA, 25/4/2016.