Monarquia à brasileira

640px-Flag_of_Empire_of_Brazil_(1870-1889).svgAssistindo a um filme sobre a monarquia britânica, convenci-me de que devemos ser muito gratos a Deodoro da Fonseca, Quintino Bocaiuva, Benjamin Constant e os demais que, em 15 de novembro de 1889, com um golpe de estado derrubaram o Império Brasileiro e nos deram a República dos Estados Unidos do Brasil.

O motivo?

Os Próceres da República pouparam-nos da vergonha de ser a monarquia mais ridícula do mundo!

Duvidam disso?

Já imaginaram como seria se, além das presepadas diárias de nossos políticos, ainda tivéssemos de aturar os escândalos de nossa casa real e sua farândola de nobres parasitas e perdulários?

De manhã, veríamos no sisudo jornal A Província de S. Paulo que, na noite anterior, o duque das Neves Gerais, acompanhado de uma beldade da família real da Frísia ou do Irã, fora pego dirigindo bêbedo seu veículo automóvel da marca Jaguar e se recusara a fazer teste de bafômetro – pois aos nobres esse exame não é obrigatório.

Depois leríamos na Carta Imperial que o barão das Cunhas é acusado de ter dinheiro ilegal em suas contas na Suíça.

Já o marquês das Alagoas de Renânia tenta escapar de mais um processo no Senado do Império, enquanto Dom Santana, gentil-homem da Bahia, é preso para explicar a campanha de reeleição da primeira-ministra, sob investigação.

Tudo isso mostrado com os habituais cortes e retoques no Jornal Imperial da TV Orbe do jornalista Dom Robert Marinus…

Sim, escapamos de ser a monarquia mais ridícula do mundo; mas entre as republiquetas ainda temos bastante concorrência!

Santarém, PA, 1º/3/2016.

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