De anglica lingua

Almoço indigesto: dois caras ao meu lado, tagarelando em inglês. Um era brasileiro, pois falou em português à moça que lhe anotou o pedido.
Comi o mais rápido possível para sair dali. Se tivesse levado fones de ouvido…
Nada tenho contra a língua inglesa ou contra seus falantes. (É… Contra alguns, em particular, tenho sim.) Como língua de canto, o inglês parece feito sob medida, talvez pela grande quantidade de monossílabos (o que também lhe vale o epíteto “língua dos cavalos”, pela fala “trotada” – não fui eu a criar isto, foi um indiano de Goa); mas, como língua de conversação, é-me intragável, insuportável, insustentável… Só assisto a filmes legendados se não há dublagem, ainda que ruim.
Por sorte nunca precisei emigrar (ou “ganhar o pão em língua estrangeira”, no dizer de Hélder Macedo) – e, se o fizesse, não seria para um país anglófono; também deixei de lado toda e qualquer veleidade de seguir carreira acadêmica: sem domínio do inglês, isso é impossível hoje, lamentavelmente. ☹️
Para meu cosmopolitismo particular, o esperanto 💚 já me basta e é suficiente – aliás, é todo um mundo e uma cultura, de que descubro um pouco todo dia.

Autor: Júlio César Pedrosa

Santarém, Pará, Brasil.

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